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6.8.08

"Não dê dinheiro pro Didi!"

Lembro de ter lido essa frase no tópico do #Jardineiros, obviamente há alguns anos atrás (saudosa BrasNET). Achei tri mais pelo tom que pelo significado.

Não tenho muito a ver com isso, visto que - por preguiça, não por falta de vontade - não dou dinheiro a porra nenhuma, embora me sinta na obrigação de organizar minhas finanças e ajudar alguma instituição boazinha que seja daqui e em que eu confie (acho que vou escolher a Louis Braille).

Sem mais desvirtualizações do assunto, queria compartilhar o texto da Eliane Sinhasique (será?), via Ossa Mãe. A autoria é bem duvidosa, visto que a jornalista diz atuar no Rio Branco/AC. Provavelmente ela - assim como o Acre - nem exista. Apesar disso a leitura é proveitosa.


Quinta, 23 de julho de 2008
Querido Didi,

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas correspondências).
Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.
Não foi por ‘algum’ motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última Carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.
Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não Mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.
Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.
Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.
O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só não interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?
Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua Carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é ‘o cara’. Ele tem a chave do Cofre e a vontade política para aplicar os recursos. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece….
No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da ‘minha’ doação, que a ‘minha’ doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi.. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.
Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.
Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.
Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas; pedindo a ele para não ofereçer cargos para politicos fracassados, cabos eleitorais ou apadrinhados politicos. Isto não tem dado certo! Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.
Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando…

Eliane Sinhasique
Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari

12.7.08

Atrasada mesmo, e daí?!

"Na União Soviética a Isabella joga VOCÊ!!"
Reversal Russa sobre Caso Nardoni

Fonte: Desciclopédia (capaz?!).

31.5.08

Drops-S News 4

Respondendo a porra toda ao mesmo tempo, porque assim é muito mais irado, maluco bolado.

Re: Oh God!!

Pioooor rapaiz, como que a gente esqueceu do Monty Python? Esse da vida eu não vi, mas pelo visto é melhor que A Vida De Brian, que eu achei meio quebrado. Mas a musiquinha do final, Always Look On The Bright Side Of Life, cantada por Brian na cruz, já valia uma entrada nos concorrentes da nossa enquete:


Re: Briga no Assis Brasil!

Caralho rapaiz, o que foi aquilo?? A gorda é tão escrota que além de ter 5 vezes o tamanho das outras crianças, ainda levou uma tropa pra se garantir! Pior é que dá pra ver que se não fosse a tropa a gorda ia arregar rapidamente, visto que a mandinha de branco tava emparelhando a luta no final.

Depois vêm os velhos filhos da puta dizer que as crianças são seres bonitinhos e fofos. Tinha que prender essa pirralhada toda e cagá-lhe a pau. O pior é que, se fosse no meu tempo, certo que eu ia estar na platéia achando muito engraçado.

Anyway, alguém sabe detalhes da história?

Re: O que aconteceu com o weezer? & Olha...

Pois é rapaiz, o Weezer produziu músicas boas, como Hash Pipe, e pelo menos 2 clássicos - na minha nada modesta opiniã -, a saber: Buddy Holly e Say It Ain't So. E agora parece que eles entraram na era do "rock sem vontade" (®Jan Mellow).

De qualquer maneira, pensei que eu soubesse muito menos sobre webhits estrangeiros. Aí vai a minha lista de "reconheci a referência":

- Marmota Dramática;
- Nóia do Mentos com Coca;
- Viado fã da Britney;
- All Your Base Are Belong To Us;
- Miss nãoseiaonde que falou merda;
- Magrão dançando tão engraçado que eu não lembro qual era a moral da dança dele;
- Clipe das mãos com a letra escrita;
- Shoes;
- Will It Blend?

E o cara na mesa de som, não era o Kevin Federline?

Re: Posts universitários

1 - Quem diria rapaiz, propaganda da Herbert Richers! Pra que serve exatamente? O mercado de legendas tem concorrência??

2 - Pois é rapaiz, eu lembro que esse Que Jornalismo É Esse? era massa, tá funcionando regularmente agora?

3 - Caralho!! Fiquei igualmente embasbacado com isso!! Deve ter levado tipo 1 ano pra fazer! Já que já foi embebado e mesmo assim corre o risco de alguém deixar passar, vô dá-lhe o link pra galera:

http://www.youtube.com/watch?v=uuGaqLT-gO4
http://www.youtube.com/watch?v=uuGaqLT-gO4
http://www.youtube.com/watch?v=uuGaqLT-gO4
http://www.youtube.com/watch?v=uuGaqLT-gO4

Clique em qualqueraum desses!


Rapaiz count: A palavra "rapaiz" foi usada 5 vezes neste post.
Nigel Count: Foram utilizadas 8 referências a Nigel Goodman neste blog, até este post.

27.5.08

Jornalismo Engraçado

Defendendo a classe quase jornalística - tipo eu e o Robertinho -, vou responder o post do Pedro imitando o título dele e sugerindo o blog Que Jornalismo é esse? (ao lado, um dos exemplos publicados lá). Às vezes me entristece o fato de jornalistas serem notados principalmente pelas asneiras que comentem, mas passa rapidinho e eu rio pra caralho de novo.

Falando em asneira, uma coisa engraçada que não foram jornalistas que fizeram, mas foi o jornalismo que propiciou é a entrevista que Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá deram ao Fantástico. Já que o cara curte corrigir, vale a pena ver a entrevista comentada pelo Rafinha Bastos e Marcelo Mansfield.

Não sei como começar esse parágrafo, mas não quero acabar sem citar a Anão vestido de palhaço mata oito. Só porque são competentes não perdem o direito de serem engraçados.